Cansada

 Vou te falar que não é fácil passar por determinados processos. Quando penso que o negócio evoluiu, que está tudo certo, aparece uma nova etapa, uma nova exigência. É fácil falar que é para que o gosto da vitória seja melhor, mas também derruba a saúde mental da gente porque parece que o que é simples nunca acaba.

Cansativo demais. Demais mesmo. Respirar fundo várias vezes para acalmar, enquanto o estômago reclama de novo. De novo. A pergunta que me faço é: qual é o meu problema? A grama do vizinho sempre parece mais verde e mais próspera. Como não invejar o que é do outro? Como ser mais saudável comigo mesma?



Cada dia um mini surto

Desde 2020 tenho me sentido muito mais ansiosa que o normal. Qualquer notícia que meu imaginário pensa que pode ter possibilidade de dar errado, coração dispara, sono se vai, e eu vejo tudo dando errado. E, no geral, é só respirar devagar, ler o que é necessário e realizar um a um. 

E eu era do tipo que bebia café a qualquer hora, deixei apenas o da manhã. No não entendimento do que afetou o sono, fui mexendo na alimentação para deixar o corpo mais calmo. Eu nem gosto de camomila, virou item necessário para as noites ansiosas para o corpo entender que precisa relaxar.

E as escolhas parecem erradas por mais que as respostas têm sido outras. Como confiar e seguir adiante? Como fazer as coisas darem certo? Como não se afetar pela ansiedade a ponto de ficar sem dormir e não conseguir produzir muita coisa?

O corpo precisa de movimento... isso é mais que certo. É através dele que as ideias fluem e surgem. Além disso, o corpo precisa de sol. Faz frio demais nesse período e eu preciso de luz e calor nas ideias e na pele.




Foto: Alice Magaldi


Tromba d'água

 Quero que o papel reflita a minha confusão

A água escorre da mão

Não reflete imagem

Mas, me lembra das curvas

Das palavras que não fazem morada

A distorção das imagens nos diversos

Parecem mais comigo hoje

Eu sou a tromba d'água

A água batendo na pedra

Quem sabe fura?

Quem sabe a culpa passa?

TO-MA-RA!!

Quem sabe o mostrengo saia

E veja todos os meus cantos

Eu sou a tromba d'água

Sou a água escorrendo pela mão

Sou uns reflexos esquisitos

Tudo ao mesmo tempo

Tudo no mesmo dia


Texto que encontrei em um caderno. A data da escrita é de 11/09/2017.


PS: A foto foi tirada pelo Guilé Santos.

Colocando a roda para girar

Vou aproveitar esse meu espaço para ajudar na divulgação também das coisas que eu faço além dos meus escritos aqui.
Ganhei um edital do #CulturaPresenteNasRedes2 e produzi um vídeo que é um bate papo sobre cultura cigana com a Anne Beatrice (minha parceira de Cia Folclórica do Rio-UFRJ), Morgana e Wladmir Nunes (ciganos calons). Se quiser conhecer e ouvir por eles  quem são eles. Assiste ao vídeo!



Enquanto um pedaço de mim é feito de carne e lógica, o outro possui emoções que às vezes necessitam de um meio, de uma porta-voz. E assim, e aqui as expresso...