O sono se foi, falarei de sumiços
Sou das conversas. Às vezes penso que minha criança dos porquês nunca adormeceu. Continua viva querendo certezas. Que se ouvisse a intuição não teria nem insistido. Só que sou terrosa na cor e nas vivências. Esvair feito truque de ilusionismo não é muito minha praia.
Tem uma fala de que a gente não deve procurar quem some. Eu sou de perguntar. E aí, como vai? Sempre disse a mim mesma que jogo limpo é bom para todo mundo. E ter empatia é um exercício importante a fazer. Tem uma outra fala que diz que aceitar tudo indica muito ao outro que pode te tratar como bem entende.
E essas duas falas me vieram agora nesse momento em que brigo com o sono que foi embora. Pandemia me jogou na cara quanto estou disposta a ouvir e também o quanto não sou ouvida. E foi bem duro isso.
Afastar um pouco da coisa do procurar as pessoas me fez notar quem sempre foi recíproco. Não tem a ver com constância. E sim notar quem tem trocas parecidas com as minhas. Um afeto que também entende o tempo e o abraço que às vezes o outro/a gente precisa.
Sumiços doem. Minha criança dos porquês quer sempre saber a razão de não falar abertamente. A adulta entende que a palavra só tem força para si mesma. Silêncios e sumiços são respostas. E há de respeitar a si e ao outro.
E é isso!
Ps: Escrito enquanto brigo com o sono que resolveu ir embora. Perdoem quaisquer erros de digitação, concordância, etc.
Comentários